Campanha de vacinação contra a Gripe A Campanha foi prorrogada até dia 08 de Junho

Se você faz parte dos grupos de risco para complicações da doença (veja mais abaixo), sua participação é primordial. A gripe é uma doença séria, que mata mais de 650 mil pessoas todos os anos, de acordo com um recente levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). Além de causar aqueles sintomas clássicos — febre alta, nariz entupido, cansaço e dor no corpo —, ela está por trás de complicações como pneumonia e infarto.

Abaixo, resumimos as principais recomendações e mudanças que foram implementadas para a vacinação de 2018. Confira os detalhes e, se for o caso, programe sua visita ao posto de saúde mais próximo de sua casa.
O que tem dentro da vacina?

Todos os anos, os subtipos dos vírus da gripe que serão incluídos no imunizante mudam. Isso porque os diferentes causadores dessa infecção circulam pelo mundo e sofrem mutações com frequência.

Quem define a composição da vacina é a própria OMS, que reúne e analisa as informações enviadas por centros de vigilância de todos os países. Aqui no Brasil, por exemplo, temos três estações-sentinela: o Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, a Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, e o Instituto Evandro Chagas, em Belém do Pará. Essas instituições fazem exames em indivíduos infectados para descobrir quais as cepas virais que mais circulam em cada região.
A partir desses dados, os experts batem o martelo sob

re a composição da vacina e fazem o anúncio no mês de setembro para o Hemisfério Sul e em fevereiro para o Hemisfério Norte. Em 2018, os tipos de vírus incluídos em nossa campanha são o H1N1, o H3N2 e o influenza do tipo B Yamagata.

Quem deve tomar a vacina?

Em comparação com 2017, não teremos nenhuma alteração em relação ao público que deve levar a picada. A escolha desses grupos se deve ao fato de eles serem mais vulneráveis aos efeitos da gripe e sofrerem mais com seus sintomas e desdobramentos.
Além disso, parte desse pessoal possui contato diário com outras pessoas infectadas, o que aumenta o risco de transmissão. A lista inclui:

• Crianças de 6 meses a 5 anos

• Pessoas com mais de 60 anos

• Gestantes

• Mulheres que deram à luz nos últimos 45 dias

• Profissionais da saúde

• Professores da rede pública e particular

• População indígena

• Portadores de doenças crônicas, como diabetes, asma e artrite reumatoide

• Indivíduos imunossuprimidos, como pacientes com câncer que fazem quimioterapia e radioterapia

• Portadores de trissomias, como as síndromes de Down e de Klinefelter

• Pessoas privadas de liberdade

• Adolescentes internados em instituições socioeducativas, como a Fundação Casa

Fonte: Revista SAÚDE da Editora Abril.

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